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12/01/2009

PARKINSON

Sabe o que é Mastite Puerperal? Veja aqui, na próxima semana!

Parkinson

 

Dr. Elizabeth Quagliato

Prof. do Dep. de Neurologia da Faculdade de Ciíncias Médicas da UNICAMP, especialista em transtornos do movimento

Contato: bethbara@yahoo.com

 

O que é a doença de Parkinson?
É a segunda doença neurodegenerativa mais freqüente, recebeu esse nome por ter sido descrita pelo médico inglês James Parkinson, no século XIX. Em pessoas acima de 65 anos a incidência é de 1 em cada 100.

O que causa?
É causada pela perda (degeneração) dos neurônios que produzem dopamina, situados num local chamado substância negra. Essa perda é progressiva e os sintomas clínicos começam quando a perda for igual ou maior que 70%.

Quais os sintomas?
Tremor, rigidez muscular e lentidão dos movimentos. Esses sintomas podem ocorrer em qualquer fase da doença, enquanto a alteração do equilíbrio, que causa quedas, ocorre após 5 ou mais anos de doença.
 
Quem atinge?
Pessoas com mais de 60 anos tem maior chance de ter Parkinson. É raro abaixo dos 30 anos, quando é chamado de Parkinson juvenil.
 
Existem graus de evolução da doença?
A fase inicial, os cinco primeiros anos, é chamada de “lua de mel”, pois os sintomas melhoram com as medicações instituídas. Após esse período, tem início a fase avançada, quando os medicamentos começam a perder o efeito e causam efeitos colaterais, como movimentos involuntários.

Existe uma maneira de evitar a doença?
Não. Até agora não se descobriu como evitar ou desacelerar a progressão da doença.

Qual o tratamento?
Medicamentos que restaurem a função da dopamina, que está diminuída ou não é mais produzida na fase mais avançada. Basicamente, na fase inicial, podemos usar os agonistas dopaminérgicos, medicamentos semelhantes à dopamina, a amantadina e a selegilina. Alguns pacientes só apresentam melhora com a levodopa, droga que se transforma em dopamina no cérebro e que acaba sendo o melhor medicamento para essa afecção. É hereditária? Geralmente não é. Somente em casos que iniciam precocemente, há uma herança genética. Os que começam após os 50 ou 60 anos são geralmente isolados.

Existe um diagnóstico prévio?
O diagnóstico pode ser feito através da tomografia por emissão de pósitrons (PET), que mostra um decréscimo da dopamina mesmo antes de aparecerem os sintomas. Esse exame não é feito de rotina, pois é muito caro e serve apenas para pesquisas. Outra maneira é testar o olfato nas pessoas com suspeita de ter doença de Parkinson, mas ainda sem sintomas que possam fechar o diagnóstico.

Não existe ainda maneira de prevenir a doença ou de desacelerar sua evolução. A rasagilina, medicação utilizada na fase inicial da doença parece ter um efeito de diminuir a progressão sem, contudo, cessá-la. Acredito que no futuro tenhamos medicamentos que possam agir como prevenção, daí a vantagem do diagnóstico precoce.

 

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