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Mastite Puerperal
Dr. Vander Guimarães Silva
Professor da disciplina de Tocoginecologia da Fac. de Medicina de Petrópolis – RJ Médico Obstetra do Instituto Fernandes Figueira – Rio de Janeiro – RJ Doutor em Ciências pela FIOCRUZ
Contato: Contato: vguimaraes@iff.fiocruz.br
O que é a mastite puerperal?
A mastite é uma infecção aguda da mama, que geralmente incide sobre as mulheres, principalmente as primigestas, na primeira ou segunda semana após o parto. Geralmente é unilateral, podendo comprometer apenas uma parte da mama (mastite lobar e mastite ampolar) ou todo o órgão (mastite glandular). Os casos que não forem bem conduzidos e tratados podem evoluir com a formação de abscessos e até mesmo para um quadro de infecção generalizada, denominado septicemia.
Quais são as suas causas?
Em mais da metade dos casos, o microorganismo causador da mastite é uma bactéria chamada Staphilococus aureus. Porém, outras bactérias, bem como fungos e demais parasitas, podem atingir as mamas, causando sua infecção.
A mastite puerperal aparece em decorrência de um somatório de fatores, que juntos contribuem para a instalação do processo: uma sucção deficiente e incompleta da criança pode levar ao acúmulo de leite, denominado ingurgitamento mamário. Se além do ingurgitamento apresentado pela mãe, a criança apreende de forma inadequada a aréola mamária durante a sucção (pega incorreta), traumatismos poderão se formar nesta região, gerando fissuras, que servirão como porta de entrada para os microorganismos causadores da mastite. A falta de sono, o estresse, a má alimentação e o cansaço físico podem contribuir, diminuindo ainda mais a resistência da mãe.
Quais os sintomas apresentados?
Os sintomas mais freqüentes são aumento do volume mamário, dor, vermelhidão (rubor) e calor na região da mama que está comprometida. Além destes sintomas locais, outros gerais, tais como febre alta, prostração, inapetência (desânimo), tremores e calafrios podem acompanhar o quadro.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é basicamente clínico, baseado na história apresentada pela paciente e nos sinais e sintomas descritos acima. Nos casos que têm uma evolução desfavorável, com formação de abscessos, a ultra-sonografia pode contribuir para melhor localizar as regiões da mama que deverão ser drenadas.
Qual é o tratamento?
O tratamento é feito através do uso de antibióticos por via oral, durante 7 a 10 dias, além de analgésicos e antiinflamatórios.
Aqueles casos que se complicam, com o aparecimento dos abscessos, requerem uma terapêutica mais rigorosa, às vezes, com internação para a drenagem cirúrgica e uso de antibioticoterapia venosa.
Outras medidas que contribuem para a recuperação mais rápida da mãe são:
Existe prevenção?
As medidas que visam impedir o aparecimento das fissuras e do ingurgitamento mamário, precursores da mastite, contribuem de forma direta na prevenção desta intercorrência puerperal. São consideradas boas práticas: