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Em tempos de crise...encontramos os verdadeiros amigos
Mara Suassuna
Psicóloga Clínica e Organizacional, Graduada em Psicologia pela PUC - Goiás, Especialista em Gerontologia e Saúde do Idoso pela UFG - Goiás, Pós Graduada em Administração de Empresas pela FAAP/SP, Mestranda
E-mail : marasuassuna@ig.com.br
E ao mesmo tempo que estamos todos absorvidos pela apatia gerada pela contemporaneidade, vamos nos dando conta da solidão conquistada pela luta individualizada da sobrevivência.
Problemas de ordens diversas: afetivos, financeiros, profissionais e cada um se escondendo no casulo protetor ao mesmo tempo em que se anseia pelo outro: amigo, parceiro, amante, familiar.
O que está acontecendo conosco?????
Amigos de velhas datas se esquecem da amizade construída ao longo do tempo e da vida, o medo de incomodar o outro acaba gerando o afastamento e sem percebermos estamos cada vez mais sós...
Mas ainda encontramos, mesmo que raras, pessoas amigas, solícitas, companheiras e parceiras... tão raras que devemos cultivá-las como orquídeas no deserto.
Toda amizade rara acaba gerando nas relações fraternas uma expectativa ampliada, esperamos, que esses amigos “raros” sejam capazes de suprir a ausência de tantos outros e com isso aumenta a frustração nas relações de amizade.
Amigos são aqueles que podemos contar condicionalmente, digo isso por que muitas vezes esperamos que o verdadeiro amigo seja incondicional e não é.... é um ser a parte com limites, responsabilidades, anseios, alegrias e problemas e que em alguns momentos esta indisponível.
Como lidar com a amizade também estabelecida pelos limites do outro?... quantas frustrações nos deparamos no decorrer das amizades e há quem acredite nas amizades com prazo de validade... também acredito, por que tudo na vida é cíclico, mutável, as pessoas mudam a vida muda e com ela vamos alterando as pessoa que construimos dia - a - dia..., e por isso algumas amizades vão, outras vem e assim vamos na ciranda da fraternidade, alternando mãos, sentidos, interesses.
Há quem se assuste quando dizem que existem amigos interesseiros... e claro !!!! somos todos interesseiros... só não assumimos essa condição pelo sentido pejorativo da palavra. O que move as relações todas elas, são os interesses, todas as nossas ações são carregadas de intenções e não há problema algum assumir isso, trocamos favores, atendemos interesses e isso é salutar quando o fazemos baseado no respeito mútuo e no amor ao outro.
O interesse patológico é aquele que explora, que retira e que jamais soma, esse mata a amizade, por que a sobrevivência de qualquer relação está baseada na troca.
Existem portanto milhões de amigos, colegas, conhecidos..., diversidade de terminologias baseadas no vínculo... e independe do nome para sentirmos na relação com o outro a inveja, o medo, a mentira, a decepção, a alegria. Vale ressaltar que o que vale na amizade é a forma como você se coloca nela: com carinho, com verdade, com autenticidade e o mais importante com fidelidade a seus sentimentos e forma de ser.
Seja você !!!! assim terá um milhão de amigos.
Beijos no coração e até a próxima semana.
Mara Suassuna
Psicóloga