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05/02/2009

PÍLULA do DIA SEGUINTE.

Evite envelhecer precocemente! Próximo dia 17, saiba como, aqui!

Pílula do Dia Seguinte

Dra. Sonia Tamahana
Doutora em Tocoginecologia, Professora Instrutora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Médica Segunda Assistente da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
 

Qual é a composição da pílula do dia seguinte?


Essa pílula tem em sua composição os mesmos hormônios sintéticos de alguns anticonceptivos orais — progestogênios isolados ou estrogênios + progestogênios —, porém, em dosagens bem maiores. Essas altas concentrações hormonais atrasam o momento da ovulação e tornam o útero não receptivo a uma gestação. Por essas razões, a pílula do dia seguinte representa um dos métodos para evitar uma gravidez não intencional após uma relação sexual não protegida.

Quando ela é indicada?

É consenso que ela não deve ser usada de rotina; suas indicações são restritas às situações de emergência, como violência sexual, falha do método escolhido (rompeu a camisinha, deslocou o diafragma...) ou uso incorreto (esqueceu de tomar o anticonceptivo, por exemplo).

Quem pode tomá-la?


Considerando que o tempo de uso da pílula do dia seguinte é curto (de modo geral, 12 horas) e somente em situações especiais, a maioria das mulheres pode tomá-la como contracepção de emergência.

Acontece que existem pessoas mais sensíveis a esses fármacos e com chances maiores de apresentar efeitos indesejáveis. Por isso, vale a pena conversar com o ginecologista sobre esse assunto e receber as orientações após a avaliação dos fatores de risco individuais.

Após quanto tempo da relação sexual sem proteção ela pode ser tomada?

Para aumentar as chances de impedir a fecundação — união do espermatozóide com o óvulo — e a implantação no útero, o ideal é tomar o medicamento o mais breve possível após a relação sexual sem proteção. Esse detalhe — o tempo decorrido entre o evento e a tomada da pílula — faz toda a diferença. Estudos mostram existirem bons resultados até 72 horas.

Ela causa efeitos colaterais?

Como em qualquer fármaco, a intensidade dos efeitos colaterais depende da sensibilidade individual. A questão é saber o que fazer quando eles ocorrem.

Sintomas como tonturas, fadiga e dores de cabeça costumam ser passageiros e melhoram com a metabolização dos medicamentos.

Alterações menstruais também são freqüentes (a menstruação pode adiantar ou atrasar até 10 dias). Se o atraso persistir além desse período, recomenda-se fazer o teste de gravidez.

Outros efeitos colaterais que necessitam de atenção são a ocorrência de diarréia ou vômitos nas primeiras duas horas após a ingestão da pílula. Nesse caso, é preciso repetir a dose para manter a eficácia.

Ela é totalmente eficaz?

A eficácia não é de 100%, depende do tipo da pílula e do tempo para iniciar o tratamento após o evento da relação sexual desprotegida.

Os melhores resultados foram com as pílulas que contêm somente o progestogênio e tomadas nas primeiras 24 horas (eficaz em 95%). A eficácia diminuiu para 85% quando a tomada foi iniciada entre 25 e 48 horas e reduziu para 52% quando a ingestão da medicação foi entre 49 e 72 horas.

É recomendado utilizá-la como método de prevenção da gravidez?

Não, porque existem outros métodos para a prevenção da gravidez bem mais eficazes, seguros e com menos efeitos colaterais.

É necessário receita médica para comprá-la?

Necessário pode não ser — é possível comprar sem a receita médica. Mas são indispensáveis as orientações do profissional da área da saúde para minimizar as falhas e os efeitos colaterais do método.

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